quarta-feira, 2 de maio de 2012

Diário Hangar - Fevereiro/Março de 2012

Muita gente me perguntando sobre os detalhes de nossas viagens dos últimos dois meses e eu sempre deixando pra depois.Estamos em abril e nada mais justo que contar um pouco o que aconteceu em fevereiro e março nas nossas lidas de Hangar.


Fevereiro e o revival do Inside Your Soul.

Um pouco antes do Inside Your Soul completar dez anos de lançamento já conversávamos sobre um show de comemoração. Isso devia ter acontecido em 2011, mas a própria agenda da banda não proporcionava uma data onde tivéssemos a oportunidade. Verão sempre é complicado, é uma época de praia, carnaval e férias, mas não podíamos negar um convite para tocar em Volta Redonda no Rio de Janeiro feito pelo nosso amigo Sandrão Silva da SNS Produções. A data seria 05 de fevereiro. Como reunir a banda para um show somente não é conveniente, o Aquiles reanimou a ideia de fazer um show comemorativo em São Paulo, marcando os dez anos do Inside Your Soul. O local marcado foi o Blackmore. Aquiles mesmo ligou para o nosso antigo vocalista Michael Polchowicz e o convidou. O Mike ficou empolgado com o convite e marcamos um ensaio na casa do Martinez para repassarmos as músicas. Fazia muito tempo que algumas músicas do CD não eram tocadas ao vivo. Ter o Mike de novo com a banda foi um presente para todos nós.

Ensaios e Blackmore

Chegamos em São Paulo no dia 01 de fevereiro e fomos ensaiar. Era a mesma formação da banda durante os anos de 2000 até 2005. Tocamos o Inside Your Soul inteiro praticamente na primeira passada. Era legal ver e ouvir a alegria de nós estarmos juntos novamente. O Mike curtiu muito. Acrescentamos músicas que tocamos na época e alguns covers.
Dia 03 , sexta feira, montamos nosso equipamento no Blackmore, passamos o som e ficamos a espera da hora do evento. Eu havia ficado bem isolado nos bastidores, apreensivo como sempre para saber se tudo iria dar certo. O show de abertura ficou a cargo do nosso amigo Daniel Pique.Mais uma vez nossos amigos da capital nos surpreenderam e compareceram em massa. O show começou com o André cantando músicas de 2007 em diante, ou seja do TROYC até o Acoustic. Foi bem empolgante e depois dessa parte anunciamos a entrada do Mike. Tocar o disco na íntegra me trouxe várias lembranças de anos atrás. Todos cantando as músicas e a alegria de muitos por ver e ouvir a banda em uma das suas fases iniciais. Destaque para a carinha de felicidade da Marina Dickinson pelo momento. Tocamos também pela primeira vez ao vivo a música "Ask the Lonely" do Journey, que gravamos em 2003.






Volta Redonda

Saímos direto do Blackmore direto para Volta Redonda. Fomos recebidos pelo grande amigo Thiago Reis que nos levou até o hotel. Chegamos no sábado bastante cansados e todos se recolheram após a janta. No domingo cedo o Sandro já nos levou para o local do show, que era relativamente afastado do centro da cidade. O lugar era clube enorme com vários ambientes. Enquanto montávamos o equipamento em um outro lugar próximo a piscina rolava um "bingo", o que levou a várias brincadeiras e provocações sobre "os velhinhos da banda" que iriam participar da atividade. Esperamos o bingo terminar para poder passar o som. Encontramos nossos amigos William Rodrigues e Jorge Augusto que saíram do Rio de Janeiro para ver o show. Os dois estão sempre apoiando a banda onde quer que seja. O show de Volta Redonda seria diferente. Devido a um compromisso firmado anteriormente o, o André não poderia cantar e fizemos um set list com o Inside Your Soul na íntegra, mais algumas músicas do Infallible e do TROYC que o Mike mandou muito bem e alguns covers como Perfect Strangers , Ask the Lonelly e Eagle Fly Free. Foi um show surpreendente. Casa cheia e muita gente cantando as músicas antigas. Saímos agradecidos pela recepção do público de Volta Redonda. Voltamos a São Paulo na segunda pela manhã e nos despedimos desta etapa com o gostinho de dever cumprido. Aquiles foi direto para a Namm em Los Angeles, onde iria tocar e ensaiar com a lenda da guitarra Tony MaCalpine.

Michael Polchowicz

Resolvi publicar esse parágrafo em especial, separado porque ele é bem significativo. Ter a alegria de rever o Mike conosco foi um momento muito importante. Livre de egoísmo, despido de qualquer tipo de vaidade ,ele sempre foi e sempre será muito mais que o nosso "primeiro vocalista". Quando saiu da banda em 2005 ele foi um verdadeiro cavalheiro sabendo que era a coisa certa a fazer para que tanto ele quanto o Hangar pudessem continuar suas vidas. Nunca houve stress, nunca houve mágoa. Continuamos as vidas sempre cuidando do que um ou outro estava fazendo. Compartilhando informações, ideias e caminhos. Tocar ao seu lado e ver seu sorriso, sua dedicação dando o melhor em músicas que a anos não tocamos como Sea of Sorrow, Legions of Fate, Five Hundreds foi muito positivo. A sua postura sempre foi e sempre será de um cara profissional e acima de tudo um camarada e amigo que podemos contar para sempre. Queremos repetir esse show e contar com o Mike muitas outras vezes, assim que possível. Lidar com pessoas é um exercício constante de doação, entendimento e argumentação de ideias a favor de uma direção. Uma lição que ele nos passa até hoje quando diz "torço e entendo tudo o que vocês fazem e as pessoas que não enxergam isso não podem realmente estar aqui..."Grande e sábio "Gato Mike".

Março

Março chegou e nos reservou viagens sem a banda completa. Aquiles embarcou em uma tour com o guitarrista americano Tony MaCalpine. A tour começou no final de fevereiro na realidade e foi até o dia 21 de março. Passando por vários países da Europa , acompanhei de longe os reports semanais e as fotos do Daniel Pique, sempre publicadas no facebook. Uma vez conseguimos conversar pelo "skype" e vi que Aquiles estava muito feliz de compartilhar o palco com uma lenda viva da guitarra. Após acompanhar Vinnie Moore, Tony MaCalpine, o teste para o Dream Theater , o lançamento do DVD nos USA, participar do Modern Drummer e outras diversas atividades fora do país, podemos dizer que a carreira internacional dele vai muito bem obrigado, com todo o merecimento.

Aventuras nos pampas


Por aqui tive o prazer de convidar o meu amigo Eduardo Martinez para uma série de sete workshops em cidades do interior do Rio Grande do Sul.
Como sempre , a agradável companhia do Martinez, além de ser única pela amizade e pelo companheirismo de banda torna-se mais peculiar por toda sua sabedoria gastronômica e comportamental que só ele sabe ter. Saímos dia 16 e fomos direto a Frederico Westphalen onde nosso amigo Luís Carlos Fuga nos recebeu de maneira entusiasmada na sua loja chamada "Lugosi". Foram duas noites agradáveis na pequena cidade universitária. No worshop quem veio nos visitar foi o Lorival da Rosa, grande baterista que mora na cidade de Panambi. Seguimos direto para Santo Angelo , onde conosco tivemos a participação do Mauriel Ourique na bateria. No final tocamos um meddley de músicas do Iron Maiden com o Alex Finckler e o Marcos Rígoli.
Seguimos viagem para a cidade de Horizontina. O workshop foi em um teatro. Foi muito legal ter a companhia de mais de 100 pessoas, músicos da cidade que participaram com muita curiosidade do evento. Sucesso total apoiado pelo Alysson e pelo Luis da loja Shopp Music de Santa Rosa. Depois viajamos para a cidade de Três de Maio , onde fomos recebidos pelo Elisandro Weise da loja A Musical. Estivemos na rádio Cidade Canção FM que toca duas músicas do Hangar na programação normal. A cidade se movimentou e o workshop foi realizado em um pub chamado Armazem Liquid, muito conhecido por ter abrigado vários shows nacionais. Depois foi a vez de Ijuí, onde tocamos na loja Cia. da Música. Todos que estavam lá queriam saber do DVD, quando ia ser lançado etc...foi uma noite agradável na companhia dos amigos de Ijuí, Marcos Rígoli, Fábio Mariani e Fábio . Na manhã seguinte, dia 23 seguimos para São Luiz Gonzaga. O Álvaro Adam já nos esperava ansioso para nos levar a uma, duas , três rádios na cidade, sempre destacando a importância de um evento assim para a cidade. O Álvaro é uma figura ímpar, um batalhador incessante da música e grande amigo. O workshop foi no Restaurante Bela Vista do nosso amigo Lucas Bussler. Um lugar agradável com toda a infra estrutura para um bom evento. Mais uma vez nosso amigo Mauriel Ourique nos acompanhou. No final tocamos Solitary Mind e Mais Uma Vez com o Álvaro cantando. Depois do workshop pude curtir a banda do Álvaro tocando uma leva de covers de bandas nacionais. Não aguentei e fui tocar uma música da banda gaúcha Papas da Língua chamada, Vem pra Cá. Foi muito legal interagir com o pessoal. Voltamos para casa na manhã seguinte satisfeitos pela semana maravilhosa conhecendo pessoas que gostam do som do Hangar e apoiam a banda sempre.
Dia 29 voltamos a estrada em direção a cidade de Canela na serra gaúcha. Falar da dupla Canela e Gramado que se distanciam por apenas 6 km é falar de inverno, beleza, chocolate, frio, vinho. Cidades lindas demais. O workshop, organizado pelos meus amigos Fernando e Matheus da escola Oficina da Música foi no Cine Teatro Casa de Pedra. Lugar sensacional com uma estrutura bacana e que abrigou um público muito seletivo e atento ao evento. Foi uma noite de duas horas de concentração e muito bate papo com os músicos da cidade. No final eu estava muito feliz . Sai com a sensação de que havíamos feitos muitos amigos e muitos fãs na cidade. Promessa de voltarmos com a banda completa. Viajar pelos pampas sempre é muito bom. Em maio tem mais, agora com o Aquiles e suas aulas, master classes e palestras.

Sempre tem uma pra contar

Viajar sempre é uma pequena aventura. Sempre que vamos de carro e dessa vez era com o meu, combinamos que o co-piloto, aquele cara que vai ali do lado do motorista fique atento para todas as placas, desvios, lombadas e que principalmente não deixe o motorista ligar o piloto automático e dormir, sabe?? para evitar danos maiores..hahah. Estávamos eu e o Martinez em direção a cidade de Horizontina, após sair de Santo Ângelo, a cerca de 500 km de Porto Alegre. Eu li uma placa "Horizontina 33 km" e perguntei: "reto ou direita???". Ele não respondeu e segui pela principal continuando nossa animada conversa sobre "as qualidades gastronômicas do salmão grelhado comido em Frederico Westphalen", ou seja um papo bem interessante para o "Eduardo", haha... Depois de uns 25 minutos nossos celulares quase que simultaneamente começaram a receber mensagens. Umas tres mensagens cada um e eles são de operadoras diferentes. Eu parei o carro e comecei a ler: "Bem vindo a Argentina; No caso de ligações internacionais usar isso, usar aquilo...". Eu olhei para um outdoor a cerca de 30 metros de distância e li " Bem vindo a Porto Mauá, divisa Brasil - Argentina". ???. Havíamos nos desviados do caminho por cerca de 30 km e estávamos quase em território estrangeiro e ainda por cima Argentino e quando eu penso em Argentina já me vem futebol na cabeça. Tivemos que voltar 30 km e andar mais 33 km em direção ao nosso objetivo.
Moral da história: "Fique de olho na pista e não deixe seu co-piloto dormir? ", "salmão grelhado é um perigo?", "fique longe de qualquer divisa com a Argentina?, "viajar com o Eduardo é sempre legal?", "todas as alternativas são corretas???", hauhauhuahau......





























domingo, 4 de março de 2012

Músicas que marcaram : Capítulo seis - Dancing Days - Led Zeppelin


Mais do que natural que uma música que está no primeiro disco que voce comprou faça parte da sua vida. Houses of the Holy é o quinto disco do Led Zeppelin. Quando comprei esse disco a banda nem existia mais, mas a força que o nome tinha era impressionante. Uma das coisas mais engraçadas da época era quando toda a galera "cabeluda" da cidade se reunia e começava a discutir música, era Rush pra um lado, Deep Purple pra outro, Black Sabbath no meio, mas quando chegava no "Led", não havia mais discussão. Era uma unamidade. Eles eram uma banda tão grande que acabava qualquer falatório. Era praticamente obrigatório você ter o Led I, II, III, IV e todos os outros. Jimmy Page era um um gênio e Robert Plant um símbolo de uma era. Hoje talvez seja até difícil imaginar isso, mas era uma realidade. Com uma capa que continha crianças subindo para o alto de uma montanha de pedras, o disco era completamente inovador para a época. As músicas passavam por várias vertentes e influências. Do violão folk de "Over the Hills and Far Away" até o funk de "The Crunge", passando pelo progressivo de "No Quarter" até o peso pesado de "The Song Remais the Same". Abrindo o "Lado 2", "Dancing Days com sua introdução de múltiplas guitarras e levada quase hipnótica tem um refrao marcante que aliado ao riff inicial que volta várias vezes acaba te pegando para sempre. Pode não ser a melhor música do Zeppelin , mas para quem estava conhecendo a banda , nada melhor do que se apaixonar por uma música do seu primeiro disco e escutá-la para sempre.

Led Zeppelin
Dancing Days ( Page,Plant )
Disco - Houses of the Holy - 1973

Dancing days are here again
As the summer evening grows
I got my flower, I got my power
I got a woman who knows

You know it´s alright
I said it´s alright
You know it´s alright in my heart
You´ll be my only, my one and only
Is that the way it should start?

Raízes no passado, presente e futuro.


Falar sobre o passado sempre é um bom começo para te lembrar do presente e do futuro. A cerca de 40 dias encontrei passeando pela rua , como se nada tivesse a fazer , um cara chamado Luciano Franco. Ficamos mais de uma hora relembrando os nossos momentos juntos na minha primeira banda de trabalho autoral. Luciano era o guitarrista, eu o baixista, Claiton Ramos o vocal e Adriano Azeredo o baterista. A banda se chamava "Alma Beat" , em homenagem a um livro de crônicas sobre vários escritores beatniks, publicado pelo jornalista gaúcho Eduardo Bueno. Eu tinha lido um livro chamado "Verdes Vales do Fim do Mundo" do escritor Antonio Bivar, que contava as suas aventuras pelo Reino Unido como mochileiro nos anos 70 e a soma desses dois livros levaram-me a sugerir o nome da banda. Durante a conversa lembramos daqueles cerca de quatro ou cinco anos em que sonhamos muito com a música. Era o auge do rock/metal por aqui, época de Metallica, Guns, Skid Row, Mr Big, etc...Tocávamos muitas músicas de nossa autoria. Geralmente eu fazia alguma coisa no violão e ele apresentava o riff e depois eu escrevia as letras , na maioria abstratas demais para serem usadas hoje. Nossas influências eram muito parecidas. Eu gostava de Mr Big, o Luciano de Iron Maiden, o Adriano de Pantera e o Claiton das coisas "novas" vindas de Seattle. Uma das lembranças que vieram a tona foi a insistência do Adriano em usar pedal duplo. Imagina em uma época em que ter uma bateria era um luxo enorme, ele tinha uma "Pearl" vermelha com um pedal duplo. Eu e o Luciano achávamos um exagero, ou melhor, nem tínhamos ideia de como se usava "aquilo". Talvez fosse medo do novo, do inovador e também porque não éramos muito chegados a metal mais extremo ou mais rápido que exigisse a ferramenta. Rimos muito pela ironia do inusitado. Lembramos também do nosso primeiro grande show. Aniversário da cidade no ano de 1995, quase 17 anos atrás. Tocamos com o guitarrista Frank Solari que era o show principal. Acho que havia umas 5 mil pessoas na praça, o palco enorme, som perfeito e nós tocando nossas músicas com uma violência extrema. Éramos uma banda de muita pegada e que tocava bem pesado. Na real , na nossa cabeça éramos a melhor banda de todos os tempos na cidade de Gravataí "hauhauhuahua". Enfim, no final de nossa conversa ficamos de marcar um encontro com a banda toda ainda esse ano. Claiton mora na praia do Campeche em Florianópolis e o Adriano e o Luciano aqui no bairro onde moro. Hoje lembrando do passado tudo parece muito amador ou imaturo , mas à época era o que nós achávamos o correto, o melhor para a banda e tivemos muitos momentos ótimos. O tempo passa e as pessoas se distanciam pelo próprio correr da vida, mas as imagens do passado ninguém pode tirar de você e nada melhor do que o verbo para fazer você relembrar que tudo que passa tem a sua devida importância e as amizades mesmo em silêncio se mantém vivas por esse laço.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Pride Music e Riffmaker Representação


Pra quem não sabe eu represento a Pride Music no estado do Rio Grande do Sul, através da minha empresa chamada Riffmaker Representação Comercial e Artística Ltda. O trabalho consiste basicamente em visitas a s lojas de instrumentos musicais demonstrando e vendendo produtos Pride. Em anexo segue a arte feita pelo João Duarte com foto de Alexandre Dimas, que virou um folder para distribuição para os lojistas. Dos produtos Pride , as marcas SWR, Jackson, Korg, DDrums e Lp estão presentes conosco no Hangar, as demais não possuem vínculo com a banda. É um grande prazer e desafio percorrer o estado visitando as lojas e tem sido gratificante e importante pois me mantém sempre no ritmo da vida de músico. Estar sempre no ambiente é muito legal.A atividade também proporciona uma série de workshops em vários lugares. Durante o mês de março estarei junto com o Eduardo Martinez percorrendo alguns kilometros e visitando as cidades de Frederico Westphalen, Ijuí, São Luiz Gonzaga, São Borja, Santa Rosa e Canela. Os interessados em levar o workshop podem entrar em contato pelos emails mello@hangar.mus.br ou riffmaker.empresa@gmail.com

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Diário do Hangar - Novembro, Dezembro, Janeiro 2011/2012.



Voltando com nosso diário do Hangar ao mês de novembro passado. Nossa aventura começa com o famoso "Dia do Metal Nacional", realizado no dia 6, um domingo a tarde. Chegamos ao local bem cedo pois o show seria as 16hs. Uma das nossas escolhas foi abrir o festival para que pudéssemos usar a totalidade de nosso equipamento no palco. Nossa equipe como sempre foi impecável e conseguiu montar e depois desmontar o equipamento em tempo hábil para que não atrasássemos nada.

O show

Entrando no palco as 16h30 e com o público no auge da empolgação, a nossa apresentação foi impecável. O público com muitas camisetas do Hangar cantou muito e incentivou a banda, que estava solta no palco. Era a primeira vez do André em São Paulo e todos estavam curiosos. Foi um grande show. Saímos do palco com a sensação que o nosso dever estava cumprido.

A polêmica

Com tantas bandas envolvidas, o backstage era um entra e sai de gente muito grande. Não houve nenhuma manifestação de algum tipo de individualidade ou algo parecido, todos com muito respeito ao show e a todos os músicos presentes. O evento tinha a pretensão de colocar em evidência o heavy metal nacional através da sua música e mobilização. O público compareceu em número razoável e fez a sua parte. Não vou estender esse diário para falar a respeito do que aconteceu naquela noite com uma declaração feita por uma das grandes estrelas do nosso cenário metal nacional. Compete a mim relatar que nosso show foi extremamente bem saudado pelo público e que se temos algum problema com o nosso cenário nacional do metal, o mesmo deve ser tratado com devido respeito por todas as partes envolvidas, além do público , a imprensa e também as nossas bandas e músicos. O fórum é muito mais envolvente do que simplesmente acusar uma parte como culpada de alguma coisa.Ponto.

Show Livre

Dia 16 foi a vez do Show Livre. Com um set acústico, Clemente nos recebeu muito espontaneamente como de costume. Todos os vídeos estão no youtube com uma qualidade muito boa e são uma referência enquanto não lançamos nosso DVD oficial.

Workshow BEG

Dia 26 de novembro voltamos a São Paulo para um workshow na BEG Escola de Música e Artes. Enquanto os alunos faziam seus recitais de final de ano em um auditório, no outro arrumávamos o equipamento. Foi um evento muito divertido, com a presença de vários amigos. Agradecemos muito a Eunice e a Monica Pedrosa pelo convite. Fomos recebidos com muito carinho pela equipe da escola. Dois dias após estive no EMT onde tive a oportunidade de acompanhar o Aquiles no workshop comemorativo a 10 anos de uso das baterias Mapex. Tocar no EMT é sempre gratificante. Casa cheia.


Ijuí e a noite histórica


Gravar um DVD não é uma tarefa muito fácil. Na realidade já tínhamos gravado os dois shows de maio de 2008 no Centro Cultural Vergueiro em São Paulo, mas por motivos que todos sabem nunca chagamos a lança-los. Em outubro passado estive em Ijuí para um workshop e conheci o Fábio Mariani, ex baixista da banda Excellence, fã do Hangar e uma pessoa que faz um trabalho inspirador na cidade. Ele faz parte de uma ONG chamada APV, Associação Protetores da Vida. A APV ajuda os animais da cidade, cuidando, arrumando teto para os pequenos bichinhos desamparados. O Fábio queria muito levar um show acústico do Hangar para Ijuí e marcamos a data para 10 de dezembro no Teatro do Sesc. Eu achei a ideia muito legal, porque o segundo show da tourne do Infallible havia sido em Ijuí em abril de 2010 e agora em dezembro de 2011 faríamos praticamente um dos últimos shows na mesma cidade e no mesmo teatro. Quando falei com o Aquiles sobre o futuro show, lembro que comentei: "quem sabe levamos umas duas cameras e gravamos um pequeno clip de divulgação para o CD acústico". No mesmo momento o Aquiles me disse, "mas porque não gravamos um DVD inteiro então?, veja com o Fábio se há mão de obra capacitada na cidade." Liguei para o Fábio e ele prontamente "comprou" a ideia e saímos correndo atrás de pessoas e empresas que pudessem fazer a captação de som, imagem, making of, iluminação, autorização do Sesc, divulgação, etc... Tudo foi feito muito rápido, mas com muita força de vontade pelas pessoas da cidade. Assim foi com o Edson Schmalz, que fez o making of e sub contratou a Brun Produtora de Vídeos. A iluminação da Hipermidia e a captação de som do Fábio Reichter e Estúdio RH. A viagem para o RS começou no dia 06 de dezembro e a preparação da banda incluiu dois dias de ensaios em Porto Alegre no estúdio Live das nossas grandes amigas Carla e Janaína que nos receberam de braços abertos. Como sempre uma parte da equipe e banda ficaram na minha casa e outra na casa do Martinez. Os ensaios ocorreram de maneira um pouco menos tranquila do que o normal, pela própria pressão natural de uma futura gravação que ocorreria a dois dias após. Uma das grandes novidades foi a presença do nosso grande amigo Théo Vieira que participou de todas as atividades conosco.Saímos de Gravataí na madrugada do dia 9 e chegamos a Ijuí, um dia antes do show. Chegamos ao hotel e fomos recebidos pelo Fábio Mariani e pelo Leandro Heck, que acabou sendo uma espécie de anfitrião da banda nesses momentos pré-show. Enquanto o pessoal ajudava o nosso motora Telles a estacionar o onibus no pátio do hotel Vera Cruz, o Leandro imediatamente nos "sequestrou", eu e o Aquiles para uma rápida entrevista na Rádio Progresso. Fomos para o almoço e depois para o hotel onde montamos nosso pequeno QG em uma das salas. Após umas duas horas de descanso, nos reunimos e preparamos todo o material de marchandising a ser usado e esperamos pela primeira entrevista que foi para a TV a Cabo Ijuí, conduzido pela Luana Costa. Um pouco antes eu e o Aquiles fomos até o Teatro para avaliar o palco e os detalhes. Voltamos para o centro para comprar o carpete que cobriria o palco. A essa altura, a equipe e banda estava a vontade na cidade. Era uma sexta feira e corriámos para cima e para baixo. Por volta das 18hs, o Leandro Heck nos levou até a Rádio Mundi , onde participamos do programa "Os Caras". Uma bem humorada e divertida produção que conta com a participação do Di Fontana, Daniel Sommer e do Bililo. Muitas risadas e depois fomos para o hotel esperar a janta. A noite chegou e fomos todos em um restaurante muito bom um pouco afastado do centro da cidade. Um detalhe chamou a nossa atenção. Toda a equipe do Fábio era vegetariana, alguns veganos. Enquanto isso a turma do Hangar comendo carne a vontade regada por bebidas que iam desde uma Coca Cola Zero até uma cervejinha, porque não?, afinal era sexta feira. Após a janta fomos para a Unijuí Fm , onde o Marcos Ely nos esperava para um grande bate papo. Com muito bom humor conversamos por mais de uma hora sobre a nossa carreira e também sobra a gravação do DVD. Por volta das 22h voltamos ao hotel , onde combinamos os horários para a manhã seguinte. Enquanto alguns se recolhiam, outros ocupavam a recepção do hotel. Por volta das 23h recebi uma ligação do Paulo "Bedengo" Rogério. Ele estava chegando na cidade. O Paulo foi um dos primeiros fãs do Hangar. Desde 1997/98 e viu a banda nascer quando morava em P.Alegre. Hoje ele divide seu tempo entre Tapejara e Santo Antonio das Missões. Ficamos conversando e como eu não conseguia descansar, me sugeriu que dessemos uma volta de carro com as janelas abertas pra pegar um vento.hahaha. Eu acho que deu certo, quando voltei já estava bem mais calmo.

Chega o dia

Na manhã do dia 10, enquanto a equipe ia para o Teatro do Sesc, ficamos no hotel com a intenção de descansar, mas não foi bem assim. Havia muito o que prestar atenção. Nessa manhã chegou nosso amigo Mauriel Ourique, que já estava preparado para ajudar no que viesse a ser preciso. Durante o almoço a tensão era evidente entre todos nós. Nossa preocupação , além da execução das músicas, era preparar o palco e tudo que o envolve, da iluminação até a captação do som. Fomos para o Teatro por volta das 14hs e lá a produção seguia a mil. Daniel Pepe, Rodrigo Batata, Marcelo Mattos, Telles, Rodolfo Restart, nossa equipe montava tudo enquanto toda a parte técnica de luz , imagem e captação corria contra o tempo para que já na passagem de som, pudéssemos avaliar e testar tudo. Por volta das 16hs iniciamos a passagem de som, desta vez um pouco diferente que o normal. Tocamos todo o set acústico, enquanto a iluminação, o som, as cameras e a gravação eram testadas. Foi um ensaio geral mesmo. Saímos do teatro quando o público já estava chegando para o show. Após uma breve passagem para banho e troca de roupa, breve mesmo, cerca de 30 minutos, voltamos para o teatro e começamos a nos preparar para o momento de tocar. O público já estava acomodado e nós ali na maior correria atrás do palco, relembrando tudo que havíamos combinando. As 20h30 em ponto entramos no palco, mas nao para tocar. Enfileirados de frente para o público falamos sobre como seria a gravação, o que ocorreria e o que poderia ocorrer. Agradecemos a muitas pessoas que nos ajudaram. A galera curtia tudo, as brincadeiras , as passagens pitorescas que contamos e de pois de quase meia hora nos retiramos para agora sim iniciar o show. O set foi o próprio CD acústico. Tivemos momentos marcantes com muita participação da platéia que cantou as músicas com grande empolgação. Não faltaram as piadas, as interrupções por detalhes técnicos, todos querendo participar e nos ajudando muito. Foi uma noite inesquecível. Gostaria de agradecer muito as pessoas envolvidas diretamente como as equipes técnicas e também as pessoas da cidade de Ijuí e de toda a região que ajudaram a propagar o nome do Hangar como o Fábio Mariani e esposa Marlova Klohn, Marcos Rígoli, Lucas Prauchner, Valterson Pimenta, Robson, Mauriel Ourique, Charlei Haas, Déborah Reolly, Patricia Borgir, Caco Garcia, Paulo Bedengo, Diego Garcia, Fabiana do Prado, Cláudia Moretti e Alex Chimu,Carina de la Pieve , Luana Costa e Drica Morais, Joana Frota, Lorival e Josi da Rosa, Luiz Carlos Fuga, Leonardo Cardoso, Tiago Dahlem, Jhonatan Lets Rock, Alváro Adam, Alex Infinity, Marcos Ely, Leandro Heck, Fábio Schwanke, Rafa Dachary, Daniel Dachary, Ana Wentzel e muitas outras pessoas que sempre estiveram ao nosso lado. Ijuí, obrigado por ter marcado nossa história para sempre.

Osório

Dia 14 foi a vez de Osório , no litoral gaúcho receber o workshop do Aquiles, onde pude participar mais uma vez. O evento foi na Camara Municipal de Vereadores com o apoio e organização da loja Roll Over do nosso amigo Newton Arboite e familia, que são grandes amigos.

Carlos Barbosa

Seguimos pela manhã do dia 15 para a cidade de Carlos Barbosa na serra gaúcha. Um lugar lindo com temperatura agradável. Fomos recebidos pelo Joel Pagliarini, dono da loja New Eagle que nos levou até o local do show. Uma quinta a feira a noite sempre dificulta o público, mas foi muito positivo. Pessoas de várias cidades próximas compareceram e o show foi completo. Por curiosidade, nesse dia a bateria do nosso onibus teve problema e eu tive que correr atrás de outra para que cumpríssemos os horários de saída durante a madrugada. Deu trabalho , mas deu tudo certo. Embarcamos as 5 da manhã em direção a São Paulo.

Diadema

Domingo, dia 18 foi a vez de Diadema na grande São Paulo. O show , realizado em uma praça municipal teve a presença de várias bandas locais e além do Hangar , o Korzus e o Raimundos. A produção foi impecável e cerca de 15 mil pessoas compareceram. Fizemos um show com muita energia e vontade. Felizmente a reação da platéia foi altamente positiva a todas as músicas e saímos do palco com a sensação de dever cumprido. Nos despedimos entre nós mesmos com a sensação de saudade e de ter terminado o ano com um balanço muito positivo. Agora tudo era Natal e Ano Novo.

Bebedouro

Durante as festas de final de ano mantivemos contato. Aquiles veio para Porto Alegre onde montou seu QG para ensaios da tour que ele irá fazer com o guitarrista Tony MacAlpine.
Depois de breves férias nos encontramos dia 13 de janeiro na cidade de bebedouro em São Paulo, onde inusitadamente fizemos dois shows, um acústico na sexta e outro elétrico no sábado. Já é tradição o Aquiles tocar no mes de janeiro com os irmãos Rodrigo e Gustavo Carmo. Desta vez a pegada foi diferente, ele acabou fazendo os dois shows. Anteriormente eu me lembro que em 2000, o Hangar tocou com o Paul Dianno no Bar Opinião em Porto Alegre. Agora onze anos depois a cena se repetiu com o Aquiles tocando nas duas bandas. O público compareceu em massa tanto no show da sexta quanto no sábado. Revemos os amigos Michel e Jaice da cidade de Paraguaçu Paulista que viajaram muitos kilometros para ver a banda. Saímos de bebedouro na manhã seguinte em direção as nossas cidades. Próxima parada em fevereiro...




domingo, 13 de novembro de 2011

Diário dos Workshops no RS - Outubro 2011

Intro , primeiro dia.

Com a parada do Hangar em outubro, segui viagem para o noroeste do Rio Grande do Sul para uma série de workshops em várias cidades.
O inicio da viagem foi na segunda feira dia 10/10. Saí de casa por volta das 8h da manhã e sabia que iria percorrer cerca de 440km até a cidade de Frederico Westphalen. Nesse dia aproveitei para visitar várias lojas de instrumentos musicais ao longo do trajeto, fazendo um trabalho junto a um dos nossos patrocinadores. Cerca de uma hora após a saída percebi uma trepidação
das rodas parecida a que temos quando fura um pneu. Parei e não percebi nada de errado. Minha primeira parada seria na cidade de Lajeado. Quando dobrei a direita apara entrar na cidade , o carro quase não virou, como se o pneu fosse cair ou algo assim. Assustado entrei na rua principal da cidade e logo em seguida avistei um local que trabalhava com pneus e suspensão. Deixei o carro lá e parti caminhando até a primeira loja chamada Casa do Som. Voltando para buscar o carro, os mecânicos não conseguiram constatar nada de errado e apenas fizeram uma geometria e balanceamento. Segui viagem e cheguei até a cidade de Soledade. Antes de entrar na cidade parei em um local onde sempre paramos nas nossas viagens e fui fazer um lanche. Quando desci do carro, um cara me interpelou: "hey voce não toca no Hangar". Quando eu disse que sim ele me respondeu, "muito prazer eu sou o Morcegão"....hauha. A figura já era estranha e ainda com o nome de Morcegão, no mínimo estranho...haha.

Nada demais , ele era um grande fã do Aquiles e disse que já havia visto alguns shows nossos e acabou me levando até a loja Yahalom de Soledade. Coisas da estrada. O carro havia voltado ao normal e segui viagem. Essas paradas acabaram atrasando o horário de chegada. Enquanto passava por cidades como Carazinho e Sarandi e mais adiante até a chegada em Frederico Westphalen pude gravar vários vídeos mostrando a beleza do interior gaúcho e seu entardecer e anoitecer repletos de paisagens de campos e plantações típicas da região. Viajar sozinho é uma aventura e meus companheiros de viagem dessa vez se resumiam muito em Gotthard e Whitesnake, além do Rush e o meu Zoom Q3. Eu planejava chegar antes das 18h para pegar a loja Shopping da Música ainda ab
erta , mas não foi possível. A falta de sinal de celular no trecho final da região atrapalhou, mas ainda cheguei a receber uma mensagem dizendo "não vai dizer que se perdeu"..huaha

Frederico Westphalen

A primeira pessoa que me falou sobre FW foi o Fabiano Moeller da banda Tierramistica que fez um show lendário na cidade a uns dois anos atrás junto com o Paul Dianno. Cidade pequena com cerca de 30 mil habitantes, próxima a divisa com Santa Catarina. Quando fizemos nosso show em Ijuí no dia 02 de abril de 2010 acabamos conhecendo essa galera da cidade que gosta de metal. Pessoas como o Luiz Carlos Fuga, que tem um programa de heavy metal na rádio da cidade, o Carlos Trelles, a Elisa Conceição e é claro o Cardoso, dono da loja Shopping da Música. Cheguei em FW por volta das 19h00 e não sabia nada da cidade, mas com um pouco de paciência achei o hotel. Fui jantar em um restaurante muito aconchegante e agradável. Naquela noite eu estava bem apreensivo por vários motivos, não sabia o que encontrar, mas no final deu tudo certo. Confesso que estava muito cansado e logo em seguida subi para dormir. Era o começo de um negócio chamado resfriado, que eu só saberia um dia depois.Na terça feira após o almoço fui até a loja e conheci o Cardoso, sua família e loja . Ele me levou até o local do workshop, que era uma sala anexa a loja. A Shopping da Música é uma loja muito legal, você encontra o que precisar tal a variedade de produtos. Era aniversário da loja então o ambiente estava todo decorado com balões vermelhos e brancos. Montei o equipamento e passei o som. Além do que havia levado , o pessoal da loja montou um PA pequeno completo. Como era um evento de aniversário, o Cardoso me pediu que além do horário marcado, que era as 16h, se eu pudesse voltar as 19h. Não entendi muito bem , mas depois ficou bem claro, seriam duas sessões de bate papo e música. Na parte datarde antes de começar , recebi a visita do jornal da cidade que fez uma pequena entrevista e fotos.Também os amigos Fuga e Carlos estiveram lá para marcar presença. Após a primeira sessão fui até a rádio da cidade e levei um CD Acoustic e mais uma entrevista desta vez bem longa. Voltei as 18h30 para a loja. Nessa altura meu corpo já estava em estado febril avançado.Não aguentava mais , mas mesmo assim fui até as 20hs tocando e batendo papo com o pessoal. As 20h30 consegui desmontar tudo e me retirei. O Cardoso queria ainda me levar a algum lugar para jantar , mas preferi ir para o hotel deitar. No mesmo dia o Luiz Carlos Fuga estava produzindo um show na cidade com 3 bandas de heavy metal. Que sinuca , eu totalmente debilitado e um show de metal na cidade. Lá pelas 23hs resolvi dar uma passada rápida no local que era próximo ao hotel. Um clube muito legal, enorme e tudo montado para um grande show. Infelizmente somente cumprimentei algumas pessoas e voltei para o hotel novamente. Dia 12 feriado, amanheceu chuvoso e como teria que viajar para Ijuí somente no dia 13 , fui conhecer a praça da cidade, ao lado do hotel, a igreja, essas coisas de cidade pequena que são muio legais. Não me arrisquei muito porque a canseira da gripe estava pegando. Feriado foi difícil arrumar lugar para comer, mas uma padaria no meio da noite chuvosa de FW me salvou. Tudo era doce lá e até hoje me traz recordações bem legais. FW ficou na memória e em breve estarei voltando com o
Eduardo Martinez.

Ijuí

Cheguei a Ijuí no dia 13 após o meio dia. A Cia. da Música é uma loja na parte central da cidade e assim que cheguei , o Fábio que é o proprietário já havia montado um Pa pequeno na parte direita do ambiente. Voltar a Ijuí é sempre um prazer. Temos muitos amigos lá desde o show de 2010. O pessoal da Excellence, Marcos Rígoli, Lucas Prauchner, Robson, Walterson Pimenta, nossa correspondente do Whiplash Débora Reolly, os amigos e amigas Kitty Rígoli, Mano Rígoli, Paty Cordeiro, Cilas e Joana Frota, Fábio Mariani e vários outros que sempre compareceram aos nossos eventos. O workshop começou as 19hs e por incrível que pareça naquela noite havia uma concorrência na cidade, o show de Luan Santana. Tudo bem eu não atrapalhei o show dele e ficamos batendo papo e tocando com a loja lotada. Como eram todos músicos acabamos debatendo muito sobre música e mercado da música. Fui para o hotel lá pela 22hs e depois saí para comer voltando logo em seguida ao hotel.

São Luiz Gonzaga

Na manhã do dia 14 peguei a estrada para São Luiz Gonzaga. Foram 110km até a cidade. Chagando lá me encontrei com o Álvaro Adam. Falar sobre o Álvaro é falar sobre música, guitarra e sobre a vontade de fazer e acontecer. Na nossa linguagem ele seria uma "festa". Um adjetivo fraco para ele. A sua vontade de fazer as coisas é muito mais forte que isso. Ás vezes eu tinha que segurar o seu ímpeto, coisa não muito fácil de se fazer. Esse dia foi muito especial porque vindo de Porto Alegre encontrei meu grande amigo Michael Polchowic
z, primeiro vocalista do Hangar. A tarde fomos até a Alfa Music e tivemos uma entrevista no jornal local.O workshop ainda teve a participação de Mauriel Ourique na bateria. Dividir o palco com esses caras e principalmente com o Mike foi emocionante. Eu comecei tocando algumas músicas do Hangar e logo em seguida o Mike entrou para cantar algumas da sua banda Venus Attack e alguns clássicos como "O Sole Mio", que eu insistentemente chamava de "Corneto"..Mike canta o "Corneto" ai....hauauh. Logo em seguida entrou o Álvaro que detonou com sua guitarra temas instrumentais muito legais. A emoção dele era notória em dividir o palco conosco. Por último o Mauriel tocou alguns temas bem na praia metal mesmo. Para finalizar nos juntamos e tocamos Faling in Disgrace do Hangar. Uma noite memorável com casa cheia e muita gente na cidade
que queria ouvir heavy metal, além dos amigos Caco Garcia, Eduardo
Cadore, Diego Pinto e Paulo Bedengo.

Santo Antonio das Missões

Na mesma noite saí de S.Luiz e rumei direto para a casa do Caco e Diego Garcia em Santo Antonio das Missões. A gripe bateu forte e deitei logo para acordar bem no outro dia. O evento no sábado fazia parte da Exposam, feira anual da cidade. O workshop era do Mauriel Ourique e eu e o Mike participamos. O modelo foi parecido com o de S.Luiz, porém com o Diego Pinto na guitarra. Foi uma estadia bem divertida, apesar do meu corpo não aguentar.A cada refeiçao lá ia o Mike catar "O Corneto" para o pessoal se divertir. O workshop foi a tarde e a noite o pessoal voltou para a festa enquanto eu fiquei dormindo pra me recuperar. Na manhã do domingo após me despedir de todos parti rumo a Santo Angelo onde fiquei na noite de domingo para visitar a loja Onyx Som e Cinesom

Santa Rosa

Na segunda feira pela manhã após visitar as duas lojas em Santo Angelo parti em direção a Santa Rosa. Fazia apenas 40 dias que tínhamos estado na cidade com a banda toda. Chegando a cidade fui direto ao portal da Xuxa. Sim a Xuxa , apresentadora de TV nasceu em Santa Rosa, então a cidade tem um carinho especial por ela, muito embora ela continue falando que nem carioca, rsrs.

Segui direto a Yang Music e depois a Shopping Music do meu amigo Luís. O pequeno palco já estava armado e um Pa colocado a disposição. Antes do evento fomos até a rádio local para uma entrevista muito boa de cerca de 45 minutos. Voltei rápido e o workshop transcorreu normalmente com muitas perguntas. Após me despedir do Luís e do pessoal da loja peguei a estrada rumo a Ijuí, já que no próximo dia teria que viajar para Panambi.

Panambi


Saí de Ijuí no dia 18/10 após o meio dia e segui para Panambi. Tocamos em nessa cidade em junho e conheci um pessoal muito bacana da Escola de Talentos da cidade. Assim que cheguei fui até a Karonna onde o Roberto já me esperava. Lá ele também montou um pequeno PA e foi tudo muito tranquilo. Antes do work fui até o hotel Elsenau, um lugar no meio do campo, muito tranquilo com vários jardins e bosques ao redor. Foi muito bom passar esse tempo nesse local. As 18h voltei a loja e inicei o workshop. Encontrei meus amigos Loriva Batera e a Josi, Duda Beck e o Charlei Haas. Foi um bate papo muito bom, praticamente em casa. Após o encerramento voltei ao Elsenau onde havia um tipo de congresso de alguma entidade da cidade. Toda a tranquilidade foi pro espaço. Após a janta fui para o quarto e fiz um balanço da viagem.

Final

Saí de Panambi dia 19 por volta das 10h para a volta para casa. Sabe aquele problema com o carro que falei anteriormente?? Pois bem, quando estava saindo da cidade senti a roda direita trepidar. Parei no acostamento e girei o carro em 180 graus para ver o que acontecia e ouvi um barulho de alguma coisa quebrando. Segui de volta até a cidade mais próxima e encontrei uma concessionária da Wolkswagen. Entrei , expliquei a situação e os caras diagnosticaram como homocinética direita que quebrou. Prazo para entrega do carro, somente as 15hs. Eram 11 da manhã. O jeito foi arranjar um lugar para almoçar e curtir a cidade por mais um tempo. No final foram horas agradáveis de espera e as 15hs com o carro ok segui de volta para Gravataí. Depois de 10 dias , 1600km e vários workshops e cidades, voltei por entre as lindas paisagens gaúchas cantando uma música bem legal de uma banda chamada Cidadão Quem que diz "Foi pouco tempo mas valeu, vivi cada segundo, quero o tempo que passou", uma verdade sobre o sentimento que fica sobre o seu trabalho, a viagem e as pessoas que voce conhece no decorrer dos dias.
No mes de novembro a aventura continua, quem sabe a gente se encontra por ai???..abs.

NM







terça-feira, 25 de outubro de 2011

Diário do Hangar - Setembro e Outubro 2011


Audição do novo CD

Começamos setembro exatamente no dia 09. Escolhemos algumas pessoas para irem até o Estúdio FX e conhecer o novo CD e o clip de "Haunted By Your Ghosts". Foi um dia bem corrido. Compramos alguns comes e bebes e chegamos ao Fx Studios às 17hs. Pelas 19hs, os convidados começaram a chegar. O estúdio capitaneado pelo grande Durval Gama tem vários ambientes, porém o local da audição tornou-se pequeno para acolher tanta gente. Estavam lá vários amigos como o Théo Vieira, Daniel Piquê, João Duarte, Marina Dickinson, Vanessa Dói, Carol Angeli, Appolo Moreira, Adair Daufembach, Ana Soncin e Simone Borges, Gibão e Natália Lett, além dos ganhadores da promoção para ouvir em primeira mão o novo CD, que foram a Damaris Silveira e o Júlio, a Pry Gianotti e o Guilherme Kobayoshi, o Filipe Prado, o Junior Wendland e a Simara Fiorelini Wendland, o Leonardo Sampaio e a Salete Salles, o André Murbach e a Sam Godoy. O Aquiles começou a noite falando muito bem sobre a situação e muitas pessoas que estavam ali presente não sabiam da saída do Humberto e muito menos da presença do André. Após ouvirmos cinco músicas o Aquiles chamou o André e o apresentou causando uma surpresa geral no pessoal. O ambiente que já era de festa ficou ainda mais legal com a participação e empolgação de todos que se encontravam no local. Era muito legal ver as pessoas aceitando bem o CD. Após a audição fomos todos para terraço do estúdio saborear os comes e bebes preparados anteriormente. Ficamos conversando muito com todos que expressavam as suas surpresas e também toda a empolgação com essas mesmas surpresas.

Ensaios

Após o dia 09, nos reunimos na sala onde o Aquiles costumeiramente ministra aulas, no Instituto Fabiano Manhas, para os primeiros ensaios com a nova formação. Eu estava realmente apreensivo, pois nunca havia tocado com o André. Gravar é uma coisa totalmente diferente. Sabia da responsabilidade que seria, já que são dois sets diferentes, acústico e elétrico. Para os demais integrantes que já estão acostumados, tudo bem, mas o André com certeza teria uma carga maior de responsabilidade e trabalho. Ensaiamos durante três dias alternando entre os dois sets e nos preparamos para a primeira viagem.

Santa Rosa 14/09

O primeiro compromisso da nova formação foi em Santa Rosa, no Rio Grande do Sul. Saímos de São Paulo no dia 13 e percorremos cerca de 1200 km até a cidade onde a Xuxa nasceu. O evento que na realidade era um workshop do Aquiles acabou contando com a presença de toda banda, exceto o André. Achamos melhor ele não se expor no primeiro show depois de tantas horas de viagem. O workshop correu normalmente no teatro da cidade, geralmente ligado a música tradicionalista e regional gaúcha. Após o evento nos dirigimos a um restaurante onde assistimos ao programa "Leitura Dinâmica", da Rede TV, com a matéria sobre o lançamento do nosso novo disco e o clip de "Haunted By Your Ghosts". Comemoramos muito no restaurante vendo a nossa imagem na tela. Foi apenas um dos motivos que não irá fazer a gente esquecer Santa Rosa por um bom tempo.

São Borja 17/09

No dia 15 de setembro saímos de Santa Rosa rumo à cidade de Santo Antônio das Missões. Pra quem não sabe nessa cidade moram quatro dos mais ferrenhos fãs do Hangar e nossos amigos há muito tempo. São eles o Caco Garcia, Diego Garcia, Paulo Rogério Bedengo e o Mauriel Ourique, que têm ligação direta com a história do Hangar desde 1998. EM 99 eu mesmo respondi a uma entrevista para o Caco por carta, já que ele tinha um zine na época. Hoje, após todos esses anos eles sempre nos recebem muito bem. Dormimos na casa do Caco e saboreamos uma grande janta de "pão com linguiça", preparada na casa da mãe do Caco. No final da tarde o Aquiles, o Mauriel, o Telles e eu fomos até a divisa do Rio Grande com a Argentina, bisbilhotar alguns preços e algumas novidades no lado portenho do pampa, mas não encontramos nada que agradasse, além da pobreza que infelizmente assola os hermanos argentinos.

Na manhã seguinte rumamos para São Borja, fronteira com a Argentina. Fomos para o hotel e na parte da tarde fizemos uma sessão de autógrafos na loja Let´s Rock. Foi exatamente nessa sessão que eu comece a sentir que algo estava estranho com um dos meus dentes em tratamento. Como parte do curativo havia cedido, o frio e comida trataram de fazer com que ele inchasse muito. A noite foi pior ainda e no outro dia eu estava com o rosto completamente inchado.

Era a estreia do André e sempre se fica um pouco nervoso nessa situação. O público sabia disso e tratou de deixar a banda bem à vontade. Cantou, brincou e curtiu a noite. Confesso que eu não aproveitei nada porque só queria que tudo acabasse logo para que eu fosse embora apara o hotel. O lado esquerdo do meu rosto estava uma bola e lógico a galera já me mandou um apelido de "fofão", só pra "não perder o amigo". Nesse show estava o Eduardo Cadore, amigo de longa data que acabou fazendo junto com o Caco Garcia a primeira resenha de um show com a nova formação para o blog Road To Metal. Deixamos São Borja no domingo dia 18 e rumamos para Porto Alegre aonde chegamos à noite e dividimos a banda e equipe em dois grupos, ficando uma parte na minha casa em Gravataí e outra na casa do Martinez em Porto Alegre.

Porto Alegre 19/09

Na segunda-feira, dia 19, foi a vez do lançamento do disco e da biografia do Aquiles na Livraria Cultura, situada em um grande shopping de Porto Alegre. Com uma estrutura muito boa para pequenos shows, a Livraria Cultura se diferencia pelo grande acervo que possui, tanto de livros quanto de CDS e ter nossos nesse estoque sempre será importante. Aqui foi a estreia do André, com o set acústico e recebemos na plateia muitos conhecidos, familiares meus, do Aquiles e do Martinez que foram prestigiar. Uma grande presença foi o nosso ex-vocalista Michael Polchowicz, que foi ovacionado pelo público quando subiu ao palco para nos cumprimentar. Após o show recebemos todos no hall da Livraria com muito vinho e petiscos servidos pelos garçons contratados pela Cultura. Acho que muita gente saiu meio tropego nesse dia, mas enfim valeu a festa.

Novo Hamburgo 20/09

Após uma noite bem dormida em casa, seguimos para Novo Hamburgo, a cerca de 30 km de Porto Alegre. No Rio Grande do Sul, dia 20 de setembro é feriado farroupilha. Guardadas as devidas proporções seria o equivalente ao 7 de setembro. O workshow foi uma promoção da loja Toda Música e da Urbann Boards. Inusitadamente o dia amanheceu muito frio para a época e com uma chuva fina incessante o que fez com que descarregar o ônibus fosse uma aventura terrível. No final tudo certo e foi um grande evento com a presença de muitas pessoas de várias cidades próximas. Depois na noite uma pequena confusão no hotel fez com que ríssemos muito do acontecido, mas melhor não entrar em detalhes.

Rio Negrinho 21/09

Saímos às 23 h de Novo Hamburgo, direto para Rio Negrinho em Santa Catarina. Seriam 600 km a noite subindo a serra pela BR 116. Até aí tudo bem, mas o que eu não sabia é que o trecho entre Novo Hamburgo e Caxias fosse tão perigoso e com neblina a toda hora. Não há como dormir desse jeito. Alguns até conseguem pelo cansaço, mas geralmente o Aquiles e eu não dormimos. Depois enfrentamos mais um pedaço muito ruim de Caxias até Vacaria com muita serra. No inicio da manhã, lá pelas nove horas já estávamos próximos ao destino e consegui descansar um pouco. Realmente eu sou estressado, fazer o quê? Chegamos a Rio Negrinho, pequena cidade ao norte de Santa Catarina e conhecemos o Juliano que prontamente nos levou ao almoço. Seguimos depois para o local do workshow, que aqui também seria do Aquiles, com minha participação, mas acabamos todos participando, o que deixou o público bem feliz. No final o Juliano acabou convidando a banda a voltar no dia 9 de dezembro para um festival que ele organiza na cidade.

Expo Music 2011

Na manhã seguinte, dia 22, voltamos a São Paulo e nos preparamos para a Expo 2011. Falar sobre Expo é sempre falar em lançamento de CD, pocket shows e encontrar velhos e novos amigos. Desde 2006 temos sido uma das bandas que mais toca neste evento. Com a chegada do CD Acústico, nada melhor que vários pockets shows para apresentarmos oficialmente o André e o disco. Estivemos nos stands dos nossos principais parceiros, Harman, Royal, AMI, Pride e na Lady Snake onde tivemos as sessões de autógrafos. Como sempre todos nossos grandes amigos compareceram. Um dos destaques foi o Mauriel Ourique, nosso grande amigo que saiu de Santo Antonio das Missões para nos ajudar em São Paulo.

Uberlândia 07/10

Chegamos a Uberlândia na manhã do dia 07/10, sexta feira. Foi o nosso primeiro show inteiro no formato acústico após o lançamento do CD. O local chamado Rock n Beer, um pub muito bonito e moderno, estava lotado de vários fãs e amigos. Temos voltado várias vezes a Uberlândia, cidade do triangulo mineiro, próximo à divisa com São Paulo, uma região tipicamente "sertaneja". Desde 2008 acho que já estivemos na cidade seis vezes, o que comprova a teoria de que não interessa onde você esteja, sempre haverá o público fiel do metal. Agradecemos muito a presença de todos os amigos e do Bambi pela organização.

Araraquara 08/10

Saímos de Uberlândia às 5h da manhã e seguimos em direção a Araraquara. Lembro que quando entrei no ônibus falei para o nosso motorista, o Telles, que ele seguisse sempre pelas BRs em direção a São Paulo, passando por Uberaba, Ribeirão Preto e depois dobrando a direita para chegar a Araraquara. Nem sempre é bom confiar somente no GPS. Depois de uma hora de viagem, quando todos estavam dormindo, senti que o ônibus começou a passar por buracos e a trepidar. Olhei lá na frente e vi uma estrada deserta, com buracos e crateras enormes. Fui até a frente e tentei entender o que estava passando. O Telles prontamente respondeu todo sem jeito, naquele sotaque caipira que só ele tem, "uai, o GPS mandou eu dobrar a direita, eu fui...". Naquela altura eu só pensava em uma frase que o Aquiles sempre me repete que diz que não dá pra deixar nada para os outros fazerem, faça você mesmo se quiser que aconteça. Eu não sabia quantos km ainda faltavam para acabar aquele pesadelo. Ignorei o GPS que já não tinha sinal e comecei a procurar a via no mapa. O lugar era completamente abandonado, típica zona rural de plantação de cana com uma longa estrada de asfalto esburacado esquecida pelas autoridades. Como se fosse uma cena de filme de Tarantino, ou algum classe "B" que passa na madrugada em uma TV aberta qualquer, eu torcia para que ninguém acordasse e que eu de alguma maneira achasse a maldita estrada no mapa para calcular quantos quilômetros ainda teríamos que andar. Nada adiantou. Logo em seguida o Aquiles já estava acordado tentando entender o que se passava. Achei a rota no mapa e calculei 20 km de estrada ainda faltantes. Foi o dia que mais temi pelo ônibus. Foram 30 km de estrada abandonada pela civilização com perigo de uma quebra qualquer, sem sinal de celular. Finalmente chegamos ao asfalto normal e seguimos em direção a Araraquara. A lição que ficou é que nunca confie plenamente no seu GPS, ele pode tentar te ferrar mesmo.

O Araraquara Rock é um festival anual na cidade realizado em um teatro de arena muito bonito. Uma concha acústica. Saímos do hotel e seguimos para o local e começamos a montar o equipamento. Na passagem de som tocamos uma música que até mesmo para nós seria uma surpresa. Eu sempre fui um fã confesso de David Coverdale desde os discos com o Deep Purple até chegar à carreira sensacional com o Whitesnake. Aproveitando o timbre de voz do André, o Aquiles sugeriu que tocássemos "The Deeper the Love". Essa música é um clássico lançado no CD "Slip of the Tongue" de 1990 e ficou muito boa na versão do Hangar. Foi um dos destaques do show. Cerca de três mil pessoas compareceram ao evento do qual éramos a última banda a tocar. Para um show coletivo onde seríamos os headliners a falta de atraso nos surpreendeu e o show começou no horário previsto. Muitos amigos comparecerem, o Michel de Paraguaçu, as "irmãs Damaris" rsrs, Pry Gianotti e Damaris Silveira acompanhadas pelo Júlio César e o Guilherme Kobayashi que viajaram de São Paulo até Araraquara para o evento. Voltamos para São Paulo na manhã seguinte, sem antes assistir todo o vídeo da apresentação, onde constatamos nossos acertos e erros, coisas de Hangar...

Ainda em Outubro...

Voltamos para casa e em função de workshops individuais passamos a agenda da banda para novembro. Enquanto o Aquiles carimbava seu passaporte mais uma vez, levando seu talento e música para a Polônia, República Tcheca, Bulgária e Canadá, eu andei lá pelas missões no RS levando um pouco do Hangar para nossos amigos, mas isso é um assunto para o blog Riffmaker em breve.

Voltarei em breve com o mês de novembro e o Dia do Metal Nacional, evento que causou muito assunto na cena.